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O que fazer se o cliente usa software pirata?O que fazer se o cliente usa software pirata?

Muitas vezes os consultores de TI encontram dificuldades junto a seus clientes que não querem gastar dinheiro em licenças de software. Estas dificuldades podem complicar o relacionamento junto ao cliente ou na execução de projetos de TI.

Este artigo é baseado no artigo original de Erik Eckel no portal TechRepublic,disponível em http://blogs.techrepublic.com.com/project-management/?p=2198&tag=nl.e101.

Todos sabemos que o uso de software pirata,mesmo dentro de empresas ainda é (infelizmente) algo comum. Empresas e organizações por vezes não consideram que estão comentendo atos ilegais ao usar o Windows pirateado ou que uma licença do Office só dá para uma máquina. Muitas vezes as empresas desconhecem também as próprias limitações das licenças de software e seja por ignorância ou não,passam a licença OEM para outro computador.

O que fazer nestes casos?

Primeiramente é necessário demonstrar ao cliente que a situação do uso de software pirateado ou do compartilhamento de licença entre diversos computadores é ilegal e constitui crime. Muitas vezes o cliente não tem conhecimento disso. Deve-se mostrar ao cliente as penalidades que podem incorrer ao suportar esse software ilegal.

Por vezes o cliente tem conhecimento,mas pensa que isso é prática comum nas empresas,ou conhece empresas onde essa situação é realidade também e está relutante em gastar dinheiro em licenciamento. O sentimento de impunidade é comum nesses casos. Deve-se frisar ao cliente que basta uma denúncia de um funcionário descontente para que a organização seja alvo de investigação.

Outras vezes o cliente simplesmente ignora que tem software pirata ou ilegal instalado na empresa,sendo que até por vezes foi  instalado pela empresa que vendeu o equipamento em primeiro lugar,ou pelo último técnico que efetuou a reparação dos computador –situação que é de lamentar. Mesmo nesta situação é bom reforçar a parte legal,sobretudo das penalidades de usar software ilegal.

Outro fator que por vezes não é considerado é a complicação acrescida e possível parada de serviços e operações se um servidor falhar ou for necessário a re-instalação de estações de trabalho e aplicativos. A incapacidade de localizar licenças de software e a não existência de um registro de licenças e suas informações pertinentes podem literalmente parar os serviços afetados da organização por algum tempo até se conseguir regularizar licenças e aplicativos –e isso custa dinheiro (às vezes muito dinheiro)!

Como atuar?

Além de avisar o cliente da situação irregular,o bom consultor deve também propor uma auditoria às licenças de software e elaboração de projeto de levantamento e regularização de licenças. Deve também rever junto com o cliente os passos necessários para aquisição das licenças omissas.

O consultor não deve nunca compactuar com a ilegalidade do software. Se recuse a instalar software não licenciado.

Relembre ao cliente que software licenciado permite a rápida recuperação de falhas não previstas,além de possibilitar apoio e suporte técnico.

Proponha soluções utilizando Software Livre,muitas vezes é possível a troca do software proprietário atingindo a satisfação do cliente e economizando custos.

Assegure ao cliente que a maioria das organizações,especialmente as organizações de sucesso,compram e licenciam o seu software.

Assista na elaboração de orçamentos anuais que incluam o custo do licenciamento.

Documente tudo. Todos os relatórios e informações devem ser elaborados por escrito e protocolados,você não quer ser acusado de compactuar com a ilegalidade. Ou pior,o cliente alegar total desconhecimento de causa,informando que isso é responsabilidade do Consultor de TI.

Em último caso,informe clientes que ativamente pirateam software que não poderá mais prestar-lhes serviços. Afinal,é improvável que o cliente realmente entenda a importância que a TI proporciona ao seu negócio,ou que esteja disposto a fazer investimentos na área de TI que possam melhorar a operação,sistemas e o sucesso da organização.

Para finalizar,saiba que em média,em cada 8 de 10 profissionais de TI já foi solicitado a instalação de software pirata. Cabe ao profissional de TI fazer a sua parte e não pactuar com atividades ilegais.

2 comments to O que fazer se o cliente usa software pirata?

  • saulo

    Bom dia,

    Concordo em todos os sentidos.

    vamos falar do meu caso;

    Presto suporte a 19 empresas e todas com software pirata,se tiver é 1 ou 2 original/s o resto é pirata de servidor a estação.

    Desde que fiz a opção de ser fiel a Deus (friso isso!) quero regulariza todos,o problema são os preços e como fazer eles comprarem!.

    Vamos a realidade dos faltos:

    um cliente com 10 pcs e um servidor onde todos precisam ter acesso pelo TS,por baixo ele irá gasta
    15.000,00.

    Se eu ligar para MS e quiser compra para regulariza ela me fala para procura um parceiro,nesse caso já vai ser agregado mais custo (parceiro tem que ganhar,nada mais que justo),Empresas pequenas atualmente passam por grandes crises em virtudes dos altos impostos para se ter a mesma.

    Mais vamos ser otimistas!,Caso a empresa queira compra e no caso pagar em 24x!!! não faz! Nem mesmo a MS (acho que não faz!),Teria que pegar um empresto em algum banco,nesse caso já teria mais grana no meio.

    Pergunto:
    O que fazer?

    Parabéns pela matéria.

    Abraços,

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    • Oi Saulo!

      Concordo com você,é muito dificil mesmo,quando estamos lidando com pequenas empresas tentar legalizar ou trabalhar na legalidade. Uma opção é tentar convencer o cliente aos poucos a mudar a situação. Por exemplo começar licenciando as estações aos poucos de forma que ele gaste um valor mensal para licenciamento. Mesmo assim,muitos clientes irão resistir,então uma outra forma mais suave é quando ele for comprar máquina,convencê-lo a comprar computadores de marca (que normalmente já vêm com licença de S.O.) ou embutir o preço da licença no computador montado –assim,pelo menos o sistema operacional fica licenciado.

      Outra técnica é tentar usar software FOSS (Free Open Source Software),e substituir o Office da Microsoft pelo OpenOffice (BrOffice) por exemplo. Substituir o WinZip pelo 7Zip,etc. Embora aí se vá enfrentar restrições dos próprios usuários,mas se houver apoio de cima,é possível implementar isso.

      Na realidade muitas empresas de porte maior e governos estão já fazendo isso,mas é dificil mudar as mentalidades das pequenas empresas –especialmente se “todos”fazem isso e os técnicos e pessoal de TI compactuam na ilegalidade e no crime.

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